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Em 2010, a Petrobrás ganhou o direito de explorar 5 bilhões de barris de óleo sem licitação (a chamada cessão onerosa), e em troca o governo recebe uma parte do petróleo produzido. Quando o acordo foi fechado, a cotação estava mais alta, e com a queda de preços a estatal avalia que deve ser ressarcida.

Parente destacou que o prazo de conclusão desta negociação da Petrobras com o governo terminará nesta quinta-feira, 17. Ele ressaltou que o ideal seria não estendê-lo, mas essa é uma decisão de governo.

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O presidente da estatal apontou que depois de encerradas as negociações técnicas, será necessário a aprovação pelas respectivas áreas de governança para aprovar, que no caso da Petrobras precisa do aval dos comitês de minoritários e de administração. “Estamos aguardando sem ansiedade, porque é um assunto complexo”, apontou.

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“Obviamente que a grande questão em discussão é o valor que cabe a cada lado. E os dois lados fazem um trabalho de procurar maximizar o resultado para si, mas isso é normal em qualquer negociação”, disse Parente. “Não estou vendo nada de excepcional.” Ele fez os comentários após realizar palestra em evento organizado em Nova York pelo Itaú Unibanco para investidores internacionais com altos executivos de grandes empresas brasileiras.

Câmbio.  html, body { height: 100%; } table { background-color: #FFFFFF;color:#000000 } body { font-family: "Segoe UI",Tahoma,Verdana; margin-top:0px; padding-top:0px; scrollbar-arrow-color: #272727; scrollbar-3dlight-color: #2a2a2a; scrollbar-highlight-color: #6d6d6d; scrollbar-face-color: #686868; scrollbar-shadow-color: #2a2a2a; scrollbar-darkshadow-color: #2a2a2a; scrollbar-track-color: #646464; } ._ct_news_video_container { width: 100%; height: 70%; } video { width:100%; height: 100% !important;} #divTitle { padding-bottom: 7px; } O executivo afirmou que o recente ciclo de depreciação do real ante o dólar afeta o País e não só a companhia. "Eu creio que o Banco Central tem os instrumentos necessários. Certamente o Banco Central tem não apenas a competência reconhecida, mas também os meios para lidar com a excessiva volatilidade do mercado de câmbio", destacou.

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Segundo Parente, a Petrobras recebe os impactos de mercados sobre os quais ela não tem controle, como o de petróleo, gás e de câmbio. "Como qualquer outra empresa, ela tem que lidar com as consequências. Nós não somos formadores de preços nem em um mercado nem em outro e temos que fazer a empresa funcionar de acordo com o que esses mercados revelam", destacou.

Perguntado pelo Estadão/Broadcast se a atual movimento cambial no País e a alta dos preços de petróleo levarão ao aumento do custo da gasolina para os consumidores, Parente fez várias ponderações. "O preço da gasolina é definido pelo mercado internacional, não é a Petrobras que fixa, pois a companhia reage ao preço internacional", disse.

Ele destacou que mesmo com os aumentos recentes da cotação de petróleo e do dólar ante o real, o preço na refinaria do litro de gasolina está por volta de R$ 1,86, o que é menos de um terço do valor que é cobrado do consumidor na bomba. "É preciso lembrar que o preço ao consumidor depende não apenas do preço na refinaria, mas também de outras parcelas, onde impostos é a mais importante", destacou. "Além disso, há o clima competitivo entre as distribuidoras e os postos de gasolina. Então, é muito difícil antecipar o que vai acontecer."

Pedro Parente apontou que outro aspecto importante é o preço do etanol, pois há informações de que há uma boa produção da commodity no País e que certamente vai ajudar a contrapor o aumento do petróleo. "O que acontece no nível da refinaria não necessariamente se reflete (ao consumidor), porque não depende da Petrobras", disse.