A Pré-Sal Petróleo promoveu no dia 8/6 a palestra "Integridade Pública”, com a auditora federal de Finanças e Controle da Controladoria Geral da União (CGU), Carla Arêde. A palestra da especialista faz parte do processo de implementação do Programa de Integridade da empresa e encerrou a Semana da Integridade, realizada de 4 a 8 de junho, para abordar o tema corrupção – e seus desdobramentos. Durante toda a semana foram divulgados materiais como vídeos, artigos e infográfico para melhor esclarecimento e sensibilização dos empregados quanto ao assunto.  

A abertura do evento foi feita pelo diretor Técnico e de Fiscalização, Paulo Carvalho, que reafirmou o compromisso da alta administração com a Política de Integridade da empresa, que segue em curso de aprovação. O gerente de Controle e Finanças, Mauro Rocha, responsável pela condução do programa na empresa, ressaltou a importância de uma atuação socialmente responsável na gestão dos recursos públicos. Desde janeiro deste ano, a Pré-Sal Petróleo aderiu ao Programa de Fomento à Integridade Pública (Profip) da CGU.

Carla Arêde enfatizou que a integridade está relacionada ao comportamento ético de cada um dos empregados e falou sobre os três pilares básicos para o processo de implementação da integridade nas empresas: "Antes de tudo é preciso o compromisso da alta direção, seguida de uma mudança cultural e da prestação de contas; esta última envolve a participação da sociedade”.

A gestão da integridade nas empresas encontrou na Lei nº 12.846/2013, também conhecida como Lei Anticorrupção, um divisor de águas. A especialista explicou que, após a criação da lei, foi possível a responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública.

No entanto, Carla lembrou durante toda a palestra que a ética é uma questão comportamental. "Quem comete fraude e pratica corrupção não são as empresas, são as pessoas. É preciso criar o ambiente para uma cultura ética dentro das organizações”, afirmou.

A auditora ressaltou o crescimento quanto ao uso de canais de transparência pela sociedade, a exemplo do e-OUV, para envio de denúncias, dúvidas e sugestões, através do qual o empregado do setor público pode fazer sua manifestação e exercer seus direitos sem prejudicar a sua atuação. "Estamos passando de uma cultura de sigilo para uma cultura de acesso. Por isso, é importante fazer uso dos canais de denúncia”, explicou.

Na visão da auditora, o tema não pode receber apenas tratamento pontual. Por isso, um dos pilares para que a integridade faça parte do dia a dia de todos na empresa é o monitoramento contínuo, através de treinamentos, mapeamento e gestão de riscos, atualizações do código de ética, entre outras iniciativas.