A embarcação pesqueira “Kaiko Maru 16”, que pesa 190 toneladas, foi retirada do mar após naufragar no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta quarta-feira (10). O barco havia afundado no cais do Valongo em junho.

O barco, de bandeira japonesa, foi abandonado pelo proprietário há 15 anos no complexo portuário santista e, inoperante, foi degradado pela ação do tempo. Na ocasião do naufrágio, o Ibama ordenou à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) realizar a retirada, em razão dos danos ambientais.

O processo de remoção ocorreu ao longo da semana e demandou um guindaste flutuante, instalado em uma balsa, que foi contratado pela autoridade portuária para o serviço. No entorno, técnicos instaram barreiras de contenção para evitar eventual derramamento de óleo ou outra substância que estivesse no barco.

O pesqueiro tem, aproximadamente, 30 metros de comprimento. O naufrágio ocorreu em paralelo a outro barco, Taihei Maru Nº3, que também já foi removido do mar. Os dois afundaram no intervalo de 24 horas e pelo menos 100 litros de óleo de motor e combustível velho foram derramados no Canal do Estuário.

Trata-se da quarta embarcação na mesma situação que foi removida do mar pela estatal Codesp. “Ao todo são sete barcos que devem ser retirados do mar em razão dos danos ocasionados ao ambiente”, afirmou a agente federal, Ana Angélica Alabarce, integrante do núcleo de emergências ambientais do Ibama, em São Paulo.

Restam, portanto, outros três barcos a serem içados. Inicialmente, todos são deixados no costado até que possam ser desmontados e os destroços destinados a lugar apropriado. Todas as operações são acompanhadas pelo órgão ambiental e, segundo a Autoridade Portuária, os trabalhos dependem das condições climáticas.

“Não é possível estabelecer um cronograma preciso, pois as operações dependem de condições meteorológicas, de maré e tráfego de embarcações nos trechos”, afirmou a estatal que administra o Porto de Santos ao explicar as próximas retiradas. Todos barcos foram abandonados pelos proprietários após disputadas judiciais.

Fonte: Correio do Povo