Macaé está pronta para construir mais um porto em sua cidade. A EBTE Engenharia, empresa que assumiu a gestão do projeto em 2016, entregou ao Inea a documentação que cumpre a instrução técnica exigida nesta primeira fase do licenciamento. Ao confirmar o recebimento dos dados, o Instituto abre prazo de 15 dias para agendar a Audiência Pública, convocando a sociedade a conhecer informações que garantem a instalação do novo porto em área do São José do Barreto, dentro das exigências técnicas e ambientais. Ao cumprir nesta semana uma nova etapa do processo de licenciamento prévio, sob análise do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o projeto Terminal Portuário de Macaé (Tepor) já está pronto para passar por discussão e avaliação, de viabilidade técnica e de impacto ambiental, junto à sociedade local. O terminal de apoio offshore incluirá 9 berços para supply boats. Também poderá receber navios de longo curso para movimentação de cargas gerais, além de sondas e plataformas para manutenção e descomissionamento.

As análises que foram elaboradas ao longo de dois anos.  Agora,  a população será ouvida.  O  INEA poderá emitir a licença prévia em 90 dias. O Terminal Portuário de Macaé (Tepor) surge como um fator importante  para o desenvolvimento econômico de Macaé. Será um terminal para atender a necessidade da indústria de apoio às atividades de óleo e gás, além de soluções para transportes de cargas de outros setores. Sua área onshore ocupará um total de até 6 mil m2, e terá espaço para estocagem e armazéns alfandegados. Estão incluídos um Terminal de Armazenamento de Petróleo, com capacidade de a de 4,5 milhões de barris; Terminal de Armazenamento de Combustíveis, com capacidade de de 420.000 m3; Planta de Processamento de Gás Natural, com capacidade de processamento de 60 milhões m3/dia.

O porto contará com dois terminais offshore: O Terminal A, que consiste em um terminal de líquidos e apoio offshore, que será ligado à terra através de uma ponte de 4km e contará com 16,5 metros de profundidade e será composto por dois berços para movimentação de líquidos, ligados por dutos a um terminal onshore de armazenamento de combustíveis, produtos químicos e outros derivados, com capacidade de armazenamento de até 420 mil m3, com um berço para recebimento de para cargas de GNL e  uma  unidade flutuante de regaseificação,   área reservada para implantação de tanques de armazenamento de GNL. Já o Terminal B, para movimentação de petróleo, contará com dois berços de atracação, em condições totalmente abrigadas, com profundidade natural de 27 metros, aptos a receber navios VLCC. O terminal terá capacidade para movimentação de até 2 milhões de barris de petróleo por dia.